23 fev. 2021 | 11h53 BRT

Sleeping Giants Brasil revela planos após o fim do anonimato

Bibiana Maia Por

Bibiana Maia

Desinformação, cancelamento e discurso de ódio foram alguns dos temas da conversa com os fundadores do Sleeping Giants Brasil, Mayara Stelle e Leonardo de Carvalho Leal. A entrevista foi conduzida por Clara Becker, cofundadora do Redes Cordiais, nas redes sociais do Quebrando o Tabu. A dupla ganhou visibilidade por cobrar das empresas a retirada de anúncios de mídias que espalham desinformação e discurso de ódio.

Eles planejavam sair do anonimato em maio, quando completariam um ano de atuação, mas revelaram suas identidades em dezembro, em uma entrevista para a Folha de S.Paulo. A decisão foi pressionada por uma decisão judicial que obrigava o Twitter a quebrar o sigilo da conta.

“A gente foi transparente como podia. O Sleeping Giants funciona de maneira anônima em 16 países. É natural que se torne alvo de instrumentos de ódio. Então, o anonimato era um direito nosso”, explica Mayara Stelle.

Apesar de existirem 16 células do Sleeping Giants pelo mundo, todas atuam de forma independente. Eles contaram que recebem denúncias diariamente, e desenvolveram uma metodologia própria. A pesquisa é focada em buscar notícias, retratações e processos jurídicos para mapear o comportamento desinformativo de canais na internet.

O perfil calcula ter retirado de três sites de notícias e dois canais o equivalente a R$ 1,5 milhão em anúncios.

Segundo eles, 700 empresas já seguiram seus alertas e retiraram os anúncios de sites duvidosos. O SGB tem 426 mil seguidores no Twitter e 195 mil no Instagram.

Mayara e Leonardo sofrem ameaças diariamente e tiveram que se mudar do Paraná para São Paulo.

Com uma vaquinha que arrecadou quase R$ 200 mil, eles pretendem formalizar a instituição e aumentar a equipe. A dupla se defendeu das críticas dizendo que não é uma máquina de cancelamento. “Convidamos as empresas a assumirem a responsabilidade social. Elas respondem, pois compartilham destes valores”, explicou Mayara.

A live teve a participação de Cecília Oliveira, jornalista e criadora da plataforma Fogo Cruzado, Cristina Tardáguila, diretora adjunta da International Fact-Checking Network, Joel Pinheiro, filósofo e economista, Patrícia Campos Mello, jornalista da Folha de S.Paulo, e Thiago Amparo, advogado e professor da FGV. Eles enviaram perguntas em vídeo sobre mobilização e combate à desinformação para Mayara e Leonardo responderem ao vivo.

Assista abaixo à íntegra da live:


Veja também